quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Epístola de Paulo aos Romanos condena os gays?



Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. 
Romanos 1:26,27

Nos últimos dias tem-se feito um grande esforço para reforçar que a homossexualidade seja um pecado (subliminarmente se diz que seja maior do que os restantes pecados) e uma das passagens bíblicas mais utilizadas para reforçar isso no NT é a citada acima.



No entanto, ao olhar para o contexto da epístola aos 
romanos, veremos que a intenção da epístola não é condenar exclusivamente os homossexuais e sim demonstrar que todo homem está debaixo do pecado, necessitando da fé em Cristo para ser salvo.

No capítulo 1 Paulo diz que Deus se expressa tanto através da 
pregação  como através da sua criação, de modo que mesmo os que nunca ouviram uma pregação acabam tendo a oportunidade de reconhecer a Deus, ainda que como um “Deus desconhecido”.

Em seguida ele diz que por alguns rejeitarem conscientemente a Deus, Deus permitiu que se conduzissem por seus próprios desejos libertinos, entre eles o desejo bissexual e homossexual, entre outros desejos que visam apenas 
satisfazer seus desejos, sem amor e nem compromisso.

Importante ressaltar que aqui Paulo não se refere aos 
gays de nascimento , nem aos gays que assim se tornaram pela via de um trauma, mas aqueles que, sendo heteros, conscientemente escolheram viver essas experiências homossexuais também.

Digo isto, pois é impossível que se alguém tenha nascido gay, seja já entregue a tais 
desejos sem nem mesmo dizer se glorifica ou não a Deus.

Da mesmo forma, um trauma pode atingir tanto um descrente como um 
crente.

No entanto, além dos desejos devassos Paulo cita, em pé de igualdade, outros desejos ruins pelos quais o homem que rejeita conscientemente a Deus é levado e a maioria deles não é sexual:

Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis
sem misericórdia;Romanos 1:29-31 

Veja então que embora Romanos condene a devassos, também condena outros desejos, que alguns diriam mais “inocentes”, como desobedecer pai e mãe e até mesmo “ser sem misericórdia”.

De modo que ao tratar os gays sem misericórdia, muitos tem se posto na mesma condenação sobre a qual coloca o devasso.

PORTANTO, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo. Romanos 2:1 


Concluindo, Romanos condena sim os devassos… e os “certinhos” também, pois quem quiser ser salvo por obras não pode falhar nunca.

A salvação está somente em crer em Cristo como Senhor e Salvador, essa é a diferença entre salvação e transformação de mente ou perdição e endurecimento dela.

Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da 
leiRomanos 3:28

Sugiro a leitura deste outro texto que é bem mais esclarecedor sobre o assunto: "Aqui"

Via: blog Roberto Soares

6 comentários:

Anônimo disse...

condena a pratica do homossexualismo em todas suas variantes.

o homossexual pode ser salvo se deixar a pratica, porque a fe sem obras é morta.

Anderson Luiz de Souza disse...

A fé sem obras é morta e falar sem saber o que fala é ignorância! viu "anônimo"?

Afonso Celso Figueiredo disse...

Paulo era inspirado por Deus. Disso não se discorda. Entretanto, era um ser humano e, portanto, filho de seu tempo,e pensava e agia de acordo com o condicionamento histórico-cultural em que estava imerso. Não poderia se comportar de outra maneira. Assim sendo, de nosso ponto de vista atual, o que ele ensinava a respeito das mulheres ou dos escravos deve ser reformulado; sua teologia fundamental não seria alterada por isso. (segue)

Afonso Celso Figueiredo disse...

Se a única forma de atividade homossexual conhecida por Paulo era a promiscuidade e a luxúria, podemos concordar que o que ele via expressava bem a idolatria. Não concordo que os casais homossexuais que conheço estejam contrariando a natureza ou expressem idolatria. Ao contrário, expressam precisamente certo tipo de sexualidade amorosa e responsável. Não servem para expressar o pensamento de Paulo: são modelos relevantes de sexualidade cristã para milhões de pessoas.

Anderson Luiz de Souza disse...

Talvez o texto não tenha sido claro, mas no que se refere ao pecado, o que seria condenável é a promiscuidade. Esta está homossexuais assim como está para heterossexuais.

Anderson Luiz de Souza disse...

Vou postar o link de outro texto que esteja mais claro.

Afonso obrigado pela ressonancia.

Anderson

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