Sinto falta de amigos, sinto falta de amizades verdadeiras, se é
que um dia tive algo que eu possa tratar assim! O interesse é sempre no que
você possui, não em quem você é! Por isto é que a dor de possuir algo que seja
muito precioso, é igual ao prazer de possuir tal preciosidade! Só mesmo o tempo
para fazer aprender a conviver com isto... só mesmo o tempo.
Uma parceria com o blog Mundo Da Anja
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
MEU DESABAFO 3- CORDÃO UMBILICAL
Desde que somos gerados no ventre materno, somos alimentados pelo cordão umbilical. Este cordão que nos alimenta, é uma total dependência; dependemos dele, deste cordão consiste nossa sobrevivência no utero materno. Mas no memento do nascimento, este cordão é rompido, cortado. Mas isto não significa que deixamos de depender de nossos pais, principalmente de nossas mães.
Mas em determinado momento de nossas vidas, nos tornamos independentes, ou pelo menos é o que deveria acontecer. Não que deixemos de precisar um dos outros, mas devemos assumir de certa forma uma independência não só física, financeira, social, profissional mas também uma independência mental, ou seja, assumir-mos de fato o controle de nossas vidas.
Mas é engraçado como as vezes não queremos ter este cordão umbilical (mental) cortado. Ou por traumas pelo quais passamos, ou violência, ou até mesmo excesso de zelo dos pais, que por vezes, sempre querendo o melhor para os filhos, os tornam eternos dependentes, como que se ainda tivéssemos preso a este cordão, me refiro a um cordão imaginário, que muito nos faz mal.
Foi tentando fugir de algumas mazelas de meu passado e romper de vez este cordão, que parti de Belo Horizonte MG, onde residia, e fui para a cidade de Ji-Paraná RO. Mera e frustante tentativa, pois saí arrastando este cordão pelo chão procurando alguém a quem pudesse prende-lo.
Tentei encontrar a libertação de meus vícios e alguém para que pudesse ter de novo meu sujo e maltrapilho cordão umbilical preso novamente na igreja e em pastores. Buscando conselhos e fazendo perguntas por vezes completamente desnecessárias, numa busca frenética por atenção e mais do que isto, inteira e absoluta dependência.
Ledo engano. Prender-me a homens, pastores que assim como eu, são donos de meias verdades e meias mentiras(ou inteiras mentiras). Pessoas na qual eu em vão, tentava encontrar um modelo de homem ou super-homem para poder não só me ajudar, mas se tornar pra mim um modelo a ser seguido, um referencial para que eu me torna-se uma cópia fiel, fosse o fiel escudeiro enfim, não deu certo.
Parti da cidade em que eu estava para uma vizinha, internei-me num centro de recuperação para dependentes químicos. Não demorou muito, minha esposa e filhos mudaram-se para esta cidade, enfim era um novo recomeço, uma nova chance. Mas eu ainda sem saber o que buscar, ou mesmo sabendo não queria uma mudança de fato, fui de novo tateando e buscando uma nova moradia para meu cordão, estava eu de novo não só tornando-me totalmente dependente e fazendo com que esta dependência se torna-se extremamente sufocante e desgastante para meu modelo de homem, super-homem, meu modelo de caráter.
De novo estava acontecendo, e agora com uma intensidade nunca vivida. E de novo apesar de todo esforço deste meu modelo de super-homem, as coisas não deram certo. Não acontecera como das outras vezes, das outras fui jogado, empurrado de um lado para o outro. Com este não, este tentou a todo custo ajudar a me encontrar, não a ser uma mera cópia, mas como somos donos de meias verdades, e era só isto que eu procurava, falhamos mutuamente, erramos um com o outro e tive de novo de romper bruscamente meu cordão. E nossa, como foi doloroso para ambas as partes. pois havíamos nos tornado não só mestre e discípulo, professor e aluno, havíamos nos tornado amigos, mais que isto, cúmplices.
Retornei para Belo Horizonte e a todo custo ainda tentava manter-me preso a ele e ele a mim, através de exaustivas e até agressivas mensagens trocadas via celular. Mas enfim, desta vez entendi algo com esta perca. Estava e sempre estive buscando no lugar errado. Nós homens somos todos donos de meias verdades, agora vejo isto com mais clareza. Vi que o que eu buscava, jamais encontraria em homens, ou encontraria sim, pois eu só buscava meias verdades para saciar minha fome, e aliviar minhas meias mentiras.
Com isto consegui ver o que já deveria ter visto há muito tempo! Meu cordão umbilical deve estar ligado em Cristo, no Logos, na Palavra, na Verdade por inteiro, a absoluta Verdade em que não há espaço para meias mentiras.
Enfim, agora com meu cordão umbilical preso ao Logos, vou me reestruturar para poder zelar de minha família sendo um referencial para meus filhos e zelar de minha esposa como um esposo deve zelar, com amor, carinho e um pressente especial que Deus me deu. Minha esposa, o melhor presente que Deus me deu.
Mas sempre uma coisa levarei comigo e passarei a meus filhos: Somos donos apenas de meias verdades, e devemos nos ater em Cristo como modelo, e é em Cristo que deve estar ligado nosso cordão umbilical. "E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará."
Anderson Luiz de Souza
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Escuridão
ESCURIDÃO
http://andersonmineiro70.spaces.live.com/blog/cns!D140949A27D76AC5!725.entry
É... hoje minha luta está mais difícil. Tanto pesar dentro de meu corpo cheio de um vazio podre . O mal cheiro exala, mostra segredos reclusos. Mostra uma alma vazia. Então, sozinho, venho aqui, para a escuridão de onde nunca deveria ter saído. Onde deixo oprimidas minhas emoções, meus sentimentos. Onde não posso me ver, tamanha é a escuridão. Quebrei os espelhos, apaguei a luz, tranquei a porta. Estou de novo sepultando sonhos numa cova feita de leçois, leçois rasgados e molhados por lágrimas de um inerte... Os retalhos que restam de meus sonhos... já nem sei se compensão serem vividos... São apenas retalhos! Min'alma já não quer mais sonhar. E meus segredos? já não os posso calar! Então me mantenho aqui, longe de todos, neste quarto, nesta escuridão... Eu sou a escuridão!
ANDERSON LUIZ DE SOUZA ainda perdido
ANDERSON LUIZ DE SOUZA ainda perdido
quinta-feira, 8 de abril de 2010
MEMÓRIAS, APENAS MEMÓRIAS...
MEMÓRIAS DE OLHARES QUE TRAZEM DOR...É hoje os vi, hoje a vi!
Que lindos estão! minha esposa, meus filhos!
Fortes,saudáveis, mas...
Pelo olhar inocente deixam transparecer algo.
uma emoção, um sentimento que,
Só quem traz consigo a culpa de te-los perdido
Percebe ou quem sabe não!
Mas enfim, por aquelas janelinhas da alma tão pequeninas e transparentes
Vi uma ponta de saudade e vi muito mais!
Muito mais do que suas bocas podiam perguntar
Ou suas cabecinhas indagar!
Vi também dor, desgostos, questionamentos.
Que mais será que não vi ou fingi não ver?
Para que pudesse ter ao menos por um instante anestesiada
A dor que seus olhares cheios de porques me causavam para que,
Por breves momentos, eu os pudesse ter e eles a mim,
Não para responder perguntas, mas para que fôssemos
Naquele instante pai e filhos, simplesmente.
Mas enfim, agora estou só em minha cama...
Em minha sepultura de sonhos...
Em minha cova de lençois...
Ainda ouço os gritos de seus olhares e me pergunto,
Que mais deve estar passando naquelas brilhantes e inocentes mentes?
Mentes que tentam alcançar uma maturidade prematura
Que lhes é imposta por um pai inconseqüente e até desalmado?
E com certeza de fato deve haver muito mais questionamentos naquelas cabecinhas,
Que com seus olhares penetrantes me cravavam em silencio perguntas que,
Como facas pontiagudas e de dois gumes, punhais
Atravessavam minha mente e meu coração
Rasgando minha alma, minha mente e meu coração
Causando-me uma dor que mal posso suportar!
Me dói na alma, atravessa meus olhos e rasga minha mente
Que insaciável e voraz dor é esta? Dor de culpa, de remorso!
Arrependo-me...
E quanto a ela? O que vi?
Quanta dor naquele olhar, no coração já amargurado
Na mente ainda uma lembrança nada agradável
Uma ferida na alma que nem sei se vai cicatrizar...
Há minha anja, senti sua dor... Não! Na verdade não!
Isto não é possível, nem ao menos posso imaginar
Mas de fato sei que fui eu quem a causou e isto por si só já dói.
Pois mesmo você não crendo, jamais quis causar isto.
Sempre quis algo diferente pra nós, uma realidade diferente, mas enfim...
Mas é assim, vocês gritam com seus olhos e eu apenas ouço com os meus!
Ouço o clamor de esposa anja que com seus dois anjinhos me pergunta:
"- Até quando?"
E eu apenas ouço...
E quando a sós, tento encontrar respostas e me resposder.
Agora olho para mim e desesperado olho para o Alto
Em busca de quem ouça meu olhar (Ele ouve mas...)
Ergo meus braços e clamo, tento com meu olhar dizer:
"- Ouça meu clamor! Encontra-me, abraça-me, restaura-me!
Eu quero ser achado por Ti, lança Teu olhar sobre mim,
Resgata-me Senhor!
Anderson Luiz de Souza
sexta-feira, 2 de abril de 2010
LAMENTO INTROSPECTIVO

Introspectio
Na ânsia de alcançar de forma prematura conhecimento, reconhecimento e de passar de aprendiz a mestre, queimei etapas de suma importância em minha vida; em conseqüência disto, oportunidades se foram,momentos passaram,há... E que momentos! Momentos únicos, oportunidades ímpares, um kairós em minha vida cinza (vestida de preto e branco), que jamais terei de volta. Se foram, passaram como que desapercebidos ou não,pequenos momentos em que eu poderia e deveria emprestar significado. Enfim, o que mais terei perdido? Família? Amigos? Enfim, nada valeu a pena, nada!
Mas, aqui estou eu, tentando a busca do que se passou. Encontrar o que se perdeu (aonde e como eu me perdi?), sozinho em meu casulo solitário, desculpem-me a redundância, tentando retornar ao tempo perdido; seria isto possível? Uma coisa digo: Me cansei de abortar e sepultar meus sonhos em minha cova de lençóis,tendo como parceiras de luto,minha anja (minha amada esposa carinhosamente chamada assim) e a madrugada,que quase nunca é fria,mas que me gela a alma já enfadada!
Há sim, já ia me esquecendo, necessário se faz dizer, casulo solitário rodeado de pessoas que, solitárias como eu, cada qual em seu casulo, buscando assim como eu (desculpem-me a abusiva redundância), respostas para os porquês, algo ou alguém que lhes aponte a jornada, o destino, o caminho, o único?! (JESUS???)
Sendo assim, o que busco então? O caminho?Meu destino?Uma jornada?O que? Metamorfose? Metanóia? O que almejo? Redenção? Perdão? Reparar o que não tem reparo?
Risos... Interessante é que percebo algo, enquanto me prender aos porquês e questionamentos vãos, não chegarei a lugar algum, e já nem tenho mais sonhos para sepultar; então, qual a pergunta certa?Qual o sentido?
Enfim, não existe pergunta certa. Qual o sentido? O mesmo ora! Agora vejo, risos... Só agora! Compreendo meu presente momento, considerando meu passado; teoricamente, é simples assim. Toda ação produz uma reação em cadeia. (risos?!) Bem, na verdade nunca foram risos, e sim lágrimas de um copioso choro que em vão tentavam lavar minha alma! Observo pasmo meu passado, aceito meu presente e tento projetar e transformar meu futuro e vou!
Em suma, compreendo em mim mesmo meu presente considerando o que passou e o que está por vir e como conseqüência, constato que tudo teve sua utilidade, tudo. Tinha que assim ser, pois senão, até quando?
ANDERSON LUIZ DE SOUZA
(MINEIRO)
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