quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma homenagem as mulheres - MULHER, SERENA BRAVURA




MULHER, SERENA BRAVURA

Mãe, esposa, amante, mulher…
Uma por vez ou todas numa só!
Lua, terra, natureza, água; todas mulher.
Humanidade singular, ambiguidade plena!
Especial és para nós, primeiro és mãe; depois mulher.
Rainha? Sim! De seus filhos, de seu homem, de seu lar e do mundo!

Serena como um anjo, cuida com amor de todos que ama,
Entregas-te de corpo e alma, não importando a dor e o preço.
Rasgado o coração, resiste a dor com indelével força e amor…
Entender suas lágrimas é impossível a nós,
Nossa simplicidade humana de macho, não nos permite.
Anjo bondoso, anjo sereno, choro molhado; és tu mulher!

Bravura mostras quando necessário brigar pelos teus,
Rainha que se transforma em guerreira
A palavra é sua espada, no olhar a força que nos alcança…
Vence apenas com estas armas… vens de onde?
Ubcéolo com o vinho sagrado do teu sagrado a nos servir,
Runfão é o homem, só encontrando prazer em teu cálice.
Anja, Lilith, menina, mãe… és mulher, nada mais…

Anderson Luiz de Souza

Licença Creative Commons
Mulher serena bravura de Anderson L. De souza é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.
Based on a work at andersonmineiro70.blogspot.com.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://omundodaanja.blogspot.com/.

6 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Parabéns pelo texto! Gostaria apenas de comentar esta parte:

"Vence apenas com estas armas… vens de onde?"

Lembrando da Bíblia, recordo-me daquela parte de Gênesis em que Deus forma a mulher da costela do homem.

Sendo até aí o homem andrógeno, tem-se a ideia implícita que a mulher é indispensável à humanidade. Assim como nós, elas fazem parte do todo, do conjunto, do coletivo humano.

Como que alguém caminharia sem a sua costela? Não tem como!

Assim também penso que a metáfora bíblica serve para ensinar ao homem sobre a importância da mulher para que não venhamos a nos perder em nosso machismo e pariarcalismo.

Abraços.

Priscila Anjo disse...

Que lindo, And!!! *___*
Amei!!
Parabéns pelo poema e pela sua inspiração!

Anderson Luiz de Souza disse...

Rodrigo, grato por sua ressonancia.

Voce foi sutilmente ao ponto mas discordo de sua interpretação sobre o que voce fala em relação a gtenesis…

Eu vejo exataente o contrário nesta metáfora: SUBMISSÃO (?)
Pois Adão não suportando a ideia de Lilith ficar por cima buscando o gozo, pois na certa Adão por vezes deveia chegar rápido demis, deixando Lilith insatisfeita o imcompleta o que fez??? FOI RECLAMAR COM O TODO PODEROSO e Lilith foi expulsa…. E deus lhe fez Eva de sua costela (?) e ela lhe era idonea… etc etc…

Eva era sedenta de poder e Lilith de prazer
Eva induziu Adão a comer a fruta proibida enquanto Lilith só queria mesmo era gozar‼ rsras

Abraços,

Anderson

Anderson Luiz de Souza disse...

Obrigado Priscila querida amiga!

Fico extremamente lisonjeado com seu elogio!

Anderson Luiz de Souza disse...

Rodrigo, desculpa os erros de digitação. Estou respostando o comentário.


Rodrigo, grato por sua ressonancia.

Voce foi sutilmente ao ponto, mas discordo de sua interpretação sobre o que voce fala em relação a Genesis…

Eu vejo exataente o contrário nesta metáfora: SUBMISSÃO (?)
Pois Adão não suportando a ideia de Lilith ficar por cima buscando o gozo, pois na certa Adão por vezes deveria chegar rápido demais, deixando Lilith insatisfeita o imcompleta o que fez??? FOI RECLAMAR COM O TODO PODEROSO e Lilith foi expulsa…. E deus lhe fez Eva de sua costela (?) e ela lhe era idonea… etc etc…

Eva era sedenta de poder e Lilith de prazer
Eva induziu Adão a comer a fruta proibida enquanto Lilith só queria mesmo era gozar‼ rsras

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Olá, Anderson.

O mito certamente nos permite muitas leituras.

Quando os sábios hebreus compuseram a lei mosaica, parece-me que o mito da Lilith ainda não existia ainda. Ela é apenas citada na Bíblia uma única vez pelo pseudo-Isaías no verso 14 do capítulo 34, sendo que algumas traduções a omitem. Na versão da Bíblia de Jerusalém (BJ), diz-se que:

"Os gatos selvagens con viverão aí com as hienas,
os sátiros chamarão seus companheiros.
Ali descansará Lilit,
e achará um repouso para si."

Sem dúvida que o autor estava ali falando de seres mitológicos, algo que pode ter sido inventado pela teologia judaica pós exílio e de séculos após a composição da Torá de Moisés.

Mas voltando à parte que fala da costela, tenho pra mim que a melhor leitura não seria a da submissão, mas sim a do companheirismo. É a ideia de que a mulher seria indispensável ao homem.

Observe que Gênesis foi escrito numa época em que o patriarcalismo ainda não tinha alcançado o seu auge. Tenho pra mim que o surgimento das tradições da Torá teriam sido anteriores até ao próprio Moisés. No casamento de Isaque com Rebeca, Abraão diz a seu servo Eleazar que respeitasse a opção da moça em não querer segui-lo para Canaã afim de casar-se com seu filho (Gn 24.8).

Certamente que nenhuma página do AT teria sido escrita fora do contexto da ascensão do patriarcalismo e do domínio do homem sobre a mulher. Supõe-se que, mais de um milênio antes do êxodo dos israelitas do Egito, os reis da Mesopotâmia estavam criando leis para restringirem direitos femininos, dentre os quais a poliandria. A partir daí, parece que a poligamia passou a ser direito exclusivamente dos homens.

Sobre o homem não dar conta de sua mulher e trocá-la por outra mais submissa a ele, este é um comportamento que realmente ocorre na sociedade de hoje e de outrora. Mas o que seria a sua causa? Poderíamos explicar pelo contexto do patriarcalismo? Talvez.

Penso também que o patriarcalismo não surgiu por acaso. Mesmo na ausência de fotnes históricas, suponho que ele tenha se originado por causa das necessidades bélicas das primeiras civilizações. Até aí, quando os povos viviam mais da agreicultura, os conflitos pareciam ser menores. Com as guerras entre as nações e depois o surgimento dos impérios, a poligamia e o domínio do macho sobre a fêmea torna-se indispensável. Para um povo se tornar conquistador, seria necessário ter bastante filhos e daí decorre o dever do parente próximo desposar a viúva do irmão, além da permissão de que, devido à diferença no quantitativo populacional entre homens e mulheres, os herois de guerra sobreviventes pudessem ter várias esposas.

Enfim, o patriarcalismo parece ser parte de um contexto histórico que já não me parece mais necessário.

Abraços.

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